Faz muito que terminei o livro da Letícia Wierzchovsky e nada de me dispor a voltar às leituras, nem mesmo às releituras das obras clássicas omnipresentes nos meus Kindle. Sempre que me pego a pensar que vou finalmente mudar tudo e dedicar-me de alma e coração, acabam me pegando para outra enrascada que ocupa todos os meus espaços. Vai então surgindo, devo confessar, um crescente desejo de jogar a toalha…
Contrario Pessoa, que em algum lugar escreveu que “basta existir para ser completo”, pois o meu completo existir a mim não basta. Não, pelo menos o existir que me imponho – Um tipo de existir-me à margem do maior desejo do meu existir, que é precisamente, Existir! Parece complicado, mas sou eu próprio que me complico e enrolo com essas tão minhas esquisitices existenciais…
Reli os textos de dois auto retratos fotográficos que postei no FB; Num deles, refiro-me ao passamento do meu pai quando contava setenta e dois anos, destacando o tanto que o correr da idade nos deixou parecidos e, é claro, o fato de eu estar prestes a atingir também setenta e dois anos. É óbvio que me bateu o receio de abotoar o paletó em Março próximo, Isso, pondero, deveria propelir-me a fugir do presente status…

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