A foto acima foi feita no Gragoatá e a dupla ganhou-me com sua musica e charme espalhados generosamente por sobre as pedras e almas. Atenderam meu pedido para fotografá-los e eu prometi por meu turno enviar-lhes as fotos, promessa que foi cumprida horas depois. “Aline, muito prazer”! Ora! O maior prazer é meu, é claro! Nem tentei evitar ser assolado pelas notas e voz de Christophe lá nas brumas dos 60: “…J’avais dessiné sur le sable/Son doux visage qui me souriait… Et j’ai crié Aline! Pour qu’elle revienne…”. É tudo de bom sair caminhando no Gragoatá! Aline Peixoto e seu irmão David Lucas são bem conhecidos atores e músicos aqui pelas bandas de Niteroi e também pelos posts musicais no Youtube.
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O fotógrafo que reside em mim continua me propelindo para aceitar que sim, que ainda vale a pena investir não meia dúzia de caraminguás, mas uma soma notável para não dizer escandalosa, no que existe de mais moderno em câmeras de altíssima resolução e objetivas plenas de adjetivos. Estou até, em antecipação, procurando um monitor que realmente me realize para as minhas composições fotográficas. A minha pressa é, obviamente, comprar os objetos do meu desejo enquanto o meu trabalho os pode pagar, porque depois…
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Que pensar de mim, se de mim não mais conseguir pensar para além das crescentes “decrescências” ditadas pelo avanço da idade que me desconstrói lenta mas seguramente a cada segundo que vivo? Todavia, como pensar é existir, garanto o existir pensando o menos possível no meu eu físico e mais nas minhas reminiscências, além de dar mais atenção às minhas singularidades. Singularidades estranhíssimas, é vero, motivo pelo qual não me tenho a mim próprio num conceito muito lisonjeiro. Mas isso são outros papos…

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