Um probleminha dermatológico localizado conduziu meus passos até ao consultório de uma profissional da área. Iniciada a consulta, aos costumes eu disse tudo, até que surgiu a pergunta sacramental: “Então qual é o problema?”. Levantei-me da cadeira enquanto desafivelava o cinto, virei-lhe em seguida o posterior com alguma solenidade, baixei o zíper e as calças. Depois, doucement, doucement, desci a minha cueca Duomo preta cem por cento algodão, revelando a alvura das bochechas da minha região glútea. A ínclita doutora em medicina navegou até às mais baixas latitudes onde eu informei localizar-se a tal anormalidade do foro dermatóico que aliás não era longe do círculo polar antártico. Munida de lupa, ela observou atentamente até se considerar satisfeita e me autorizar a volta à normalidade. Prescreveu-me o uso de uma pomada duas vezes ao dia e recomendou-me: “Descarte a cueca preta; Passe a usar cuecas da mesma qualidade e tipo, mas claras – Brancas, cinza claro, whatever…nunca pretas ou azuis ou cor-de-burro-quando-foge (castanho escuro). As cuecas devem ser lavadas à mão com sabão de côco – nem pensar em usar amaciante. E acrescentou retumbante e definitiva: DURMA NÚ!
E aí está a razão pela qual estou contando as peripécias do dia em que fui mostrar a bunda prà médica. “Durma nú, nada de cueca”, ordenou. Como a minha mais-que-tudo foi passar uns dias a Curitiba para curtir a nossa Isadora, eu trabalhei que nem um condenado ao longo deste solitário fim de semana, coisa geradora de convulsões em condições normais. Agora há pouco, liguei o Apple TV e fiz outra coisa normalmente evitada: Assistir alguns dos divertidos vídeos da Acid Girl Taty Ferreira em “Acidez Feminina”! A Taty é uma desbocada coerente. Admiro seu trabalho, sua escrachada obviedade e autenticidade. Penso que se eu não portasse penduricalhos eu gostaria de ser como ela. Tal como a minha dermatóloga, a Taty sempre repete categórica: Dormir pelada/pelado só tem vantagens, nenhuma, nenhuma, nenhuma desvantagem!
Então tá…
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