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Archive for Maio, 2015

“Aline”

Aline & David

A foto acima foi feita no Gragoatá e a dupla ganhou-me com sua musica e charme espalhados generosamente por sobre as pedras e almas. Atenderam meu pedido para fotografá-los e eu prometi por meu turno enviar-lhes as fotos, promessa que foi cumprida horas depois. “Aline, muito prazer”! Ora! O maior prazer é meu, é claro! Nem tentei evitar ser assolado pelas notas e voz de Christophe lá nas brumas dos 60: “…J’avais dessiné sur le sable/Son doux visage qui me souriait… Et j’ai crié Aline! Pour qu’elle revienne…”. É tudo de bom sair caminhando no Gragoatá! Aline Peixoto e seu irmão David Lucas são bem conhecidos atores e músicos aqui pelas bandas de Niteroi e também pelos posts musicais no Youtube.

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O fotógrafo que reside em mim continua me propelindo para aceitar que sim, que ainda vale a pena investir não meia dúzia de caraminguás, mas uma soma notável para não dizer escandalosa, no que existe de mais moderno em câmeras de altíssima resolução e objetivas plenas de adjetivos. Estou até, em antecipação, procurando um monitor que realmente me realize para as minhas composições fotográficas. A minha pressa é, obviamente, comprar os objetos do meu desejo enquanto o meu trabalho os pode pagar, porque depois…

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Que pensar de mim, se de mim não mais conseguir pensar para além das crescentes “decrescências” ditadas pelo avanço da idade que me desconstrói lenta mas seguramente a cada segundo que vivo? Todavia, como pensar é existir, garanto o existir pensando o menos possível no meu eu físico e mais nas minhas reminiscências, além de dar mais atenção às minhas singularidades. Singularidades estranhíssimas, é vero, motivo pelo qual não me tenho a mim próprio num conceito muito lisonjeiro. Mas isso são outros papos…

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Descuecado

Um probleminha dermatológico localizado conduziu meus passos até ao consultório de uma profissional da área. Iniciada a consulta, aos costumes eu disse tudo, até que surgiu a pergunta sacramental: “Então qual é o problema?”. Levantei-me da cadeira enquanto desafivelava o cinto, virei-lhe em seguida o posterior com alguma solenidade, baixei o zíper e as calças. Depois, doucement, doucement, desci a minha cueca Duomo preta cem por cento algodão, revelando a alvura das bochechas da minha região glútea. A ínclita doutora em medicina navegou até às mais baixas latitudes onde eu informei localizar-se a tal anormalidade do foro dermatóico que aliás não era longe do círculo polar antártico. Munida de lupa, ela observou atentamente até se considerar satisfeita e me autorizar a volta à normalidade. Prescreveu-me o uso de uma pomada duas vezes ao dia e recomendou-me: “Descarte a cueca preta; Passe a usar cuecas da mesma qualidade e tipo, mas claras – Brancas, cinza claro, whatever…nunca pretas ou azuis ou cor-de-burro-quando-foge (castanho escuro). As cuecas devem ser lavadas à mão com sabão de côco – nem pensar em usar amaciante. E acrescentou retumbante e definitiva: DURMA NÚ!

E aí está a razão pela qual estou contando as peripécias do dia em que fui mostrar a bunda prà médica. “Durma nú, nada de cueca”, ordenou. Como a minha mais-que-tudo foi passar uns dias a Curitiba para curtir a nossa Isadora, eu trabalhei que nem um condenado ao longo deste solitário fim de semana, coisa geradora de convulsões  em condições normais. Agora há pouco, liguei o Apple TV e fiz outra coisa normalmente evitada: Assistir alguns dos divertidos vídeos da Acid Girl Taty Ferreira em “Acidez Feminina”! A Taty é uma desbocada coerente. Admiro seu trabalho, sua escrachada obviedade e autenticidade. Penso que se eu não portasse penduricalhos eu gostaria de ser como ela. Tal como a minha dermatóloga, a Taty sempre repete categórica: Dormir pelada/pelado só tem vantagens, nenhuma, nenhuma, nenhuma desvantagem!

Então tá…

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Teus Olhos

My love

Sinto vontade de em rimas prosar, enaltecendo a força do teu olhar. A força dos teus diferentes olhares, hora de verdes e cristalinos brilhares, hora de perturbadores faiscares plenos de criticismo durante meus acessos de macho-cretinismo. Aí, silencio, submisso e sem argumento, porque a força dos teus olhos me faz mais submisso que um jumento. Sou, afinal, apenas um velho menino a quem as coisas do destino aos teus olhos entregou; E teus olhos são escolhos onde, a meu apaixonado comando, minha nau encalhou.

 

 

 

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A verdade é que ando muito intolerante!

não mais me suporto nem às fantasias

que uso construir de forma incessante

nas introversões em que flano errante

sobre escarpas de idióticas idiossincrasias

E isso assusta-me… leva a refugiar-me…

Refugiar-me de mim, evitar-me, enfim.

e… mergulho no trabalho, para divorciar-me.

Emprenhado de trabalho, consigo afastar-me

e respirar mais livremente, desassociado de mim

Agora, de novo, olho-me no espelho

e vejo-me angustiado e velho…

Agora, eu enxergo-lhe a razão!

Dia destes ela me dizia

que um ancião eu parecia…

Vejo que não se enganava não!

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