Musica barroca nos fones, esforço-me em incontáveis tentativas de encarrilar nos trilhos de alguma das ideias que me ocorrem para um texto com algum sentido e interesse a meu próprio julgamento. Se fosse com a velha Remington, eu estaria cometendo um ato politicamente incorreto para com o meio ambiente, tal a quantidade de folhas A4 semeadas por aí, amassadas e amalgamadas com a minha falta de capacidade.
Insisto, contudo, por sentir-me vexado com a inatividade do Blog, tão dinâmico nos velhos e gostosos tempos áureos em que fazia até seis postagens numa semana e contava com uma respeitável legião de habituais e fiéis leitores. Como tantas outras coisas gostosas, tudo isso é passado que poderá ou não influenciar o presente de valores outros cujo valor é exatamente aquele que queiramos atribuir-lhe.
Este fim de semana, o “Shuttle” Macaé/Niteroi não funcionou. A minha companheirinha está comigo há uma semana e continuará, espera-se, por mais uma. Se isso é bom ou não, depende de com que humor ela enfrenta e reage à sua situação de prisioneira da redoma de vidro. A temperatura certamente que caiu bastante, mas não ao ponto de evitar a necessidade de climatização em boa parte do dia. Os meus dias seguem com crescente atividade e longas horas de trabalho, que prometem recrudescer com a parada de uma das nossas mais antigas e eficientes unidades de perfuração. Prepará-la para um futuro ou futuros possíveis contratos, será uma espécie de batalha nesta guerra de nervos que é sobreviver à esculhambação econômica e ao baixo astral da área petroleira.
