Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Abril, 2015

Musica barroca nos fones, esforço-me em incontáveis tentativas de encarrilar nos trilhos de alguma das ideias que me ocorrem para um texto com algum sentido e interesse a meu próprio julgamento. Se fosse com a velha Remington, eu estaria cometendo um ato politicamente incorreto para com o meio ambiente, tal a quantidade de folhas A4 semeadas por aí, amassadas e amalgamadas com a minha falta de capacidade.

Insisto, contudo, por sentir-me vexado com a inatividade do Blog, tão dinâmico nos velhos e gostosos tempos áureos em que fazia até seis postagens numa semana e contava com uma respeitável legião de habituais e fiéis leitores. Como tantas outras coisas gostosas, tudo isso é passado que poderá ou não influenciar o presente de valores outros cujo valor é exatamente aquele que queiramos atribuir-lhe.

Este fim de semana, o “Shuttle” Macaé/Niteroi não funcionou. A minha companheirinha está comigo há uma semana e continuará, espera-se, por mais uma. Se isso é bom ou não, depende de com que humor ela enfrenta e reage à sua situação de prisioneira da redoma de vidro. A temperatura certamente que caiu bastante, mas não ao ponto de evitar a necessidade de climatização em boa parte do dia. Os meus dias seguem com crescente atividade e longas horas de trabalho, que prometem recrudescer com a parada de uma das nossas mais antigas e eficientes unidades de perfuração. Prepará-la para um futuro ou futuros possíveis contratos, será uma espécie de batalha nesta guerra de nervos que é sobreviver à esculhambação econômica e ao baixo astral da área petroleira.

Read Full Post »

Alvorada (…)

Soleil

Amanheci uma vez mais na Praia do Pecado, espectador embevecido do nascimento do Sol. Fotografei com o mesmo entusiasmo e admiração numa jamais repetida repetição, porque não existem dois nascer-do-Sol iguais, duas fotos iguais, dois estados de alma iguais. A Natura improvisa magistralmente a cada segundo por mim respirado, suas policromáticas e fortes pinceladas sobre o Pano de Cena do imenso palco do Espetáculo da Vida…

…Depois, arrasto-me de volta ao meu status de mortal subjugado às vontades de outros mortais subjugados, que o são a uma cadeia hierárquica subjugada ao lucro, ao lucro, pelo lucro que é conditio sine qua non. Sem lucro, sem atividade – sabemos. E sem atividade, reflito, eu representaria o nascer do Sol em gravura rupestre, não em fotografia. Não falta neste mundo quem deseje e mate pela volta às cavernas. Eu não me importaria, contanto que as cavernas tivessem geladeiras, fogões, camas, etc. e eu pudesse levar a minha câmera fotografica.

Afastado demais, tenho lido de menos e aparecido quase nada nas áreas onde a Arte e as Letrinhas convivem e podem ser encontradas. No período, além de enfadonhas leituras técnicas – enfadonhas mas necessárias, só consegui ler integralmente “Cadernos de Sizenando” de Adalberto De Queiroz, jornalista, cronista e poeta, meu amigo no Face Book. Não me atreveria a fazer uma resenha do livro, mas citarei, no âmbito dos meus textos, frases que gostei e anotei com muito agrado. Adalberto também me convidou a aderir a uma nova página de “Antologia da Poesia Falada”. Aderi mas (ainda) não participei. Preciso de mais tranquilidade para estudar a melhor maneira de o fazer, com trabalho meu que ainda terá de surgir  especialmente para isso…

Read Full Post »