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Archive for Março, 2015

Sei que querer é poder, ou pelo menos assim sempre me disseram. Então, eu quero ser livre porque eu decidi ser livre, logo, eu sou livre e pronto, dou alegremente um viva à minha liberdade! Mas, aos poucos, fui-me apercebendo que estava percebendo uma realidade assim meio que encarcerada. E que eu estava e estou do lado de dentro desse encarceramento, posto que é o lado em que cada adulto se olha interrogativamente como se perguntando onde é a porta de saída. Não, o meu querer não tem todo esse poder que o meu parco poder parecia querer.

À liberdade, à liberdade!

Brado eu, voz livre e forte!

Mas, oh triste verdade…

Livre, livre, só mesmo na morte…

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Decidi-me finalmente a reagir de alguma forma à perplexidade que gelou meus impulsos e me impediu de, com plena lucidez, colocar num texto algum pouco do muito que povoa a minha alma. Alma espupfacta e incrédula, aliás, ante loucas realidades nunca d´antes em pesadelos imaginadas. Não bastasse o pavoroso e sanguinário movimento da volta das cruzadas, desta feita em sentido inverso, uma vez mais, em muito pouco espaço de tempo, chocamo-nos com a tresloucada atitude de um piloto que trai todos os pilotos e a confiança de todos nós, usuários de um transporte que por si só tem tanto o que pode dar errado.

Costumo dizer que gosto de tudo o que voa, com ou sem asas. Confesso-me habitué de tudo quanto é site aeronáutico, principalmente técnico, incluindo nisso os sites de segurança e estatística, onde me mantenho permanentemente up-to-date no que vai ocorrendo em matéria de acidentes e incidentes, relatórios de investigação, boletins de segurança, etc., os quais deveriam, mas não me infundem, medo suficiente para desgostar de voar. Para grande parte dos componentes e sistemas vitais de uma aeronave, existem redundâncias que de forma automática assumirão em caso de falha.

Não menos vitais que os componentes mecânicos e eletro-eletrônicos, são os humanos que pilotam os computadores que em ultima análise controlam os comandos da máquina. Para eles, também existe a redundância de outro humano que assume imediatamente na falha ou temporária ausência do elemento principal. Foi necessário o sacrifício de adicionais cento e quarenta e nove vidas para deixar uma vez mais bem claro que, ao contrário dos componentes eletro mecânicos, a dupla redundância não é suficientemente confiável para o componente humano.

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Falar de mim…

dreams

Sei-me um mistério, porque eu próprio não logro desvendar-me. Mas duvido que algum dia eu haja deveras tentado penetrar e explorar as mais remotas áreas do meu misterioso eu, simplesmente porque temo. Temo-me, é isso! Prefiro então, não conhecer-me a fundo e gozar o meu gosto de sonhar-me diferente, lá, no âmago aparentemente hermético, onde as incertezas do que serei ou poderia ser, contrabalançam as decepções das certezas pelo que de fato não sou…

 

Sonho…e enquanto sonho,

desenho um mundo risonho

onde se não morre nem mata

Um mundo de faz-de-conta,

no qual o tempo não conta,

tão belo que só o sonho o retrata…

Acordo e nada, nada, fica de nada

da orgíaca miragem no vazio evaporada!

Sou todo incredulidade, sem nexo!

Agora, eu era um rei sem trono,

estranha alma, estendida ao abandono

aberrante imagem em espelho convexo.

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Tempos difíceis

Ocaso

Tudo parece voltar ao normal, seja lá o que “normal” signifique, só porque hoje é domingo e eu estou na estrada de novo, alternando sons do Chico (do CD ofertado pela Meg), com os Beatles, dos quais extraio elementos mitigadores dos efeitos colaterais da minha entrada na década VIII. É que eu sinto uma estranha sensação de alívio, ao escutar a obra e ainda melhor, as vozes de celebridades d’idades tão da minha idade. Estamos todos velhos, sô! A diferença entre nós está nas suas admiráveis criações e nas não menos admiráveis contas bancárias…ou talvez não, sabe-se lá – não lhes contei o dinheiro.”

O parágrafo acima foi, como é óbvio, redigido ontem com a pretensão de ser mais uma crônica das várias em que descrevi os meus tão manjados movimentos de “shuttle” entre Niteroi e Macaé e vice versa. Mas o intento foi interrompido por falta pura e simples de disposição, aproveitando a deixa de não ter como postar, porque deixei o tal de 3G com a minha menina.

Hoje, após uma semana de serviço externo, fui surpreendido com a notícia de mais alguns caríssimos companheiros de trabalho dispensados pela corrente desmobilizadora vigente. Não há nem como criticar as empresas, já que, dependendo de um único cliente mergulhado em crise, se veem forçadas a frenar projetos e reduzir despesas. Bem que eu me prometi voltar ao blog só com poesia e prosa poética, mas ainda desta vez não cumpro…

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