Mais um Natal se passou! Não, não era isso que eu queria escrever. Vou tentar de novo: Um Natal mais a menos nos Natais que me restam. Dramático! Também não, também não quero assim. Afinal, pensando um pouco mais, este que acabei de viver, foi um Natal com mui gratas diferenças em relação àquele vivido 12 meses passados, quando escrevi:
“…Ilhados na nossa silenciosa solidão, acabamos de degustar a dois a frugal tradição centenária do nosso povo: Batata, verdura, ovo, bacalhau. Cozidos em água, simplesmente, regados no prato com azeite de oliva. Uma taça de vinho tinto sorvido em pequeninos goles, ajudou a passagem nas gargantas penosamente obstruídas em ponto de pranto. Duas castanhas assadas no forno e uma fatia do mágico Bolo-Rei coroaram a nossa consoada. Sem árvore de luzes coloridas, à parte de todo o longínquo bulício familiar de filhos e netos…”
Este Natal teve, sim, árvore de pingentes coloridos atraindo e cativando os olhinhos brilhantes da nossa netinha Isadora, preciosa princesa que atraiu e cativou nossos velhos olhos, que assim voltaram a brilhar, revigorados que foram por tão milagroso colírio! Repetida foi a tradição centenária, porém, desta vez temperada com raras e delicadas especiarias. Pitadas de “Saudade” foram adicionadas para que assegurássemos junto de nós, em torno da nossa mesa, todos os nossos queridos ausentes…



