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Archive for Novembro, 2014

Ausente de mim por tão longo tempo, começo a sentir uma ponta de saudade e a vontade de voltar é já inegável. Sento-me diante do teclado e ensaio uma tímida aproximação. Sou, uma vez mais, um “tender foot” arriscando algumas passadas por terreno pouco firme. Há que ser afoito para retomar a área, mas com cautela para evitar incidentes.

O período tem sido fértil em infertilidade. Dei tiros no próprio pé, esqueci datas que não é possível serem esquecidas por um humano com um mínimo de massa cinzenta. Agora, tento esquecer o que esqueci e voltar, se possível, a agir um pouco mais dentro do que é habitual chamar-se de “normalidade”, seja lá o que isso realmente signifique.

O fulano que me aluga o Green House mandou-me uma mensagem enrolada numa pedra. Ele diz que o contrato termina no dia dez de dezembro, que eu tenho de assinar outro contrato e que o novo valor de mercado é de um monte de estalecas que eu não quero pagar. Não sei o que fazer. Ou melhor, eu sei que devo arrumar um esconderijo menos quente e menos caro. O problema é onde eu encontro disso na capital do petróleo. Qualquer unidade em prediozinho de construção vagabunda, com atraso técnico de 50 anos, completamente despida do mais que básico, é alugada pelo preço cobrado em Singapura por um confortabilíssimo, bem mobilado e apetrechado apê em condomínio ultra moderno. Dá vontade de desistir e desertar…

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Incorrigivel…Sou mesmo incorrigível.

Acho que a corrigir-me nunca aprendi!

Não que a memória esteja mais falível

porque a idade dos setenta eu atingi.

Encolho-me e ruborizo ao recordar…

a tua voz no telefone ao fim do dia!

Onde me esconder eu não sabia

por de tão grata data eu me alhear!

Gostaria de no tempo retornar,

alarmes no cérebro implantar,

para não viver tal papelão.

Com tamanho esquecimento,

Desqualifiquei meu sentimento

E arranhei teu coração…

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Joyce no meu Kindle, porque não? Estou, é vero, velho e sem paciência para Joyce, mas eu quero insistir, porque acabei de apresentar-me a João Ubaldo, meio envergonhadito por não haver nunca sequer desfolhado um livro seu. Sim, conhecia João Ubaldo de textos aqui e ali, admirava, gostava, mas nada mais que isso, até entrar e caminhar pelas alamedas do delírio na Casa dos Budas Ditosos. Digo que o gajo escrevia muito, muito, muito e digo também que ninguém, nem mesmo D.H. Lawrence teria capacidade de produzir um texto e emprenhá-lo com uma descomunal barrigada de erotismo explicito, sem sequer arranhar um purismo literário que chega a ser orgásmico! Fodástico!

Mas que diabo tem Joyce a ver com Ubaldo? Nada? Tudo? Eu sei lá… Vou fazer um intermezzo lendo Joyce, pronto! Se perguntarem porquê, eu vou responder como em criança “Porque shiim”! Talvez seja porque estou meio sem rumo pela falta de tempo para escrever e ache que meter a cara nos escritos de Joyce na sua própria língua, poderá de alguma forma ajudar.

A ver vamos…

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