Enlatado num alado tunel de metal por dez enfadonhas horas comprimido numa cadeira “econômica” extremamente desconfortável a que por aqui se convencionou atribuir a pomposa classificação de “Poltrona”, carrego comigo as mazelas naturais relativas à minha idade e tenho grande dificuldade para dormir em voo. Desfilam então pela minha pensatrix, torrentes de questionamentos e conjecturas. O que será “elite branca”? Soa-me como uma designação racista inventada por políticos racistas e mal intencionados para explicar manifestações desfavoráveis, com ou sem xingamentos. Mas, analisando ao perto, a tal elite branca é afinal uma classe bastante multiracial e heterogênia da sociedade que se preparou, que empreende, que trabalha muito duro, que alimenta a garganta escancarada e debochante de uma máquina fantástica e nunca vista de compra de votos mediante distribuição de bolsa-parasita a uma massa que não se preparou, que não tem emprego nem tem nenhuma intenção de procurá-lo, ameaçando paralisar um país de potencialidades ímpares no planeta, mas de infeliz, paupérrima, retrógada e auto destrutiva mentalidade politico-administrativa…
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