Dito o abaixo dito, eu, em que possa pesar ser um septuagenário de crescentes reações alérgicas a todos os políticos de todas as tendências, cartilhas e posição geográfica, transferi este terceiro parágrafo para o início para afirmar com mais destaque que sou contra e lamento tal nível de insulto feito à senhora Rousseff em praça pública global, porque, no meu entender, desrespeitando sua posição de presidente, magistrado máximo da nação, desrespeita-se gravemente o cidadão a si próprio.
Sou de um tempo em que o culto à personalidade dos governantes e a decorrente postura respeitosa em relação aos senhores que dirigiam os destinos da pátria eram coisa muito séria nos ensinamentos recebidos nas escolas encarregadas da nossa educação. O tempo era de regime instalado por processo indireto, fechado, aferrolhado, mutretado em partido único, de legitimidade autocrática.
Os tempos mudaram, os regimes que se foram instalando assim o foram por processo direto, fechado, aferrolhado e mutretado em coligações de partidos vários no sentido de monopolizar o poder decisório, ou seja, mutretado em partidos únicos e plenipotenciários de legitimidade cleptocrática que, temos visto, procuram (pelo menos tentam) eternizar-se no poder distribuindo o melhor do bolo fiscal em hipergenerosidades de rótulo dito socialista, moeda de troca pela garantia do tão almejado voto…
Continuado no primeiro parágrafo…
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