“Ahhh! Buika, Concha Buika visceral e invasiva de almas, das minhas almas todas que soluçam em unísono porque de tão permeáveis são facilmente penetráveis. Penetradas – “Jodidas pero contentas”, como canta Concha!. Porque sou eu tão chorão? Um dia escrevi que o meu coração é um fardo mal ajeitado, mole e difícil de transportar. Haverá cura? Repito-me e repito-me ad nauseam…”
*******
Foi real a minha patética choradeira durante uma incursão por diversos concertos de Concha Buika no Youtube, agora que nele circulo com muitíssima mais qualidade através do “AppleTV” que a Nina me trouxe de presente dos Estados Unidos. Fiquei deveras tocado, porque Concha está bem além de uma excelente cantora do mais castiço flamenco e também de admirável jazzwoman. Concha é uma “performer” de extraordinária presença de palco. Fiquei, literalmente, sem fôlego e sem reservas líquidas para voltar a verter lágrimas…
Fui então para o Face Book e, ainda de alma inflamada, lá publiquei as linhas acima grifadas, expondo-me mais do que deveria. O resultado do excessivamente rasgado escrito meu, foi envergonhar-me ao relê-lo. E uma vez mais, vejo-me completamente inadequado para o tal de FB. Exposição extravagante da minha alma? Só aqui, no meu próprio templo.

Deixe sua opinião