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Archive for Junho, 2014

Aniversário

 

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Quinquagésimo primeiro aniversário!

Parece ter sido há apenas um mês!…

É como um conto extraordinário

no qual só contasse o imaginário

e onde o tempo não tivesse vez…

Ah Nina! Que poderei eu falar?

Melhor ficar calado, então,

e  na eloquência do meu silenciar,

com mais felicidade recordar

o dia em que ganhei teu coração!

 

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Opinião

Dito o abaixo dito, eu, em que possa pesar ser um septuagenário de crescentes reações alérgicas a todos os políticos de todas as tendências, cartilhas e posição geográfica, transferi este terceiro parágrafo para o início para afirmar com mais destaque que sou contra e lamento tal nível de insulto feito à senhora Rousseff em praça pública global, porque, no meu entender, desrespeitando sua posição de presidente, magistrado máximo da nação, desrespeita-se gravemente o cidadão a si próprio.

Sou de um tempo em que o culto à personalidade dos governantes e a decorrente postura respeitosa em relação aos senhores que dirigiam os destinos da pátria eram coisa muito séria nos ensinamentos recebidos nas escolas encarregadas da nossa educação. O tempo era de regime instalado por processo indireto, fechado, aferrolhado, mutretado em partido único, de legitimidade autocrática.

Os tempos mudaram, os regimes que se foram instalando assim o foram por processo direto, fechado, aferrolhado e mutretado em coligações de partidos vários no sentido de monopolizar o poder decisório, ou seja, mutretado em partidos únicos e plenipotenciários de legitimidade cleptocrática que, temos visto, procuram (pelo menos tentam) eternizar-se no poder distribuindo o melhor do bolo fiscal em hipergenerosidades de rótulo dito socialista, moeda de troca pela garantia do tão almejado voto…

Continuado no primeiro parágrafo…

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A Cave

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A busca pela difícil sobrevivência levou minha família para outras latitudes. Eu fiquei para trás com dez anos, entregue aos cuidados do senhor Bonvoisin e, especialmente, aos maus tratos da sua truculenta esposa. Não é, todavia meu intento fazer, nos limites deste pequeno texto, um relato dos maus bocados que tal megera me proporcionou.

Fui, num magnífico dia de quase verão, instruído a descer à cave da casa e organizar em pequenos caixotes, todas as revistas que ali se encontravam amontoadas. E garanto que eram muitas as revistas da guerra, terminada havia apenas dez anos, espalhadas em confusão pelo chão de terra e principalmente sobre as garrafeiras abarrotadas de vinhos finos. Fui arrumando as revistas nos caixotes, mas parava a cada passo para ver as fotos dos aviões de combate, dos porta-aviões e cruzadores de batalha, engalfinhados em confrontos mortais. Fazia-se então um silêncio sepulcral na sombria cave, apenas quebrado pelo virar das páginas. De súbito, um ruido que identifiquei como sendo uma garrafa que se partiu nos nichos da garrafeira! Fiquei alerta e todo arrepiado, já com vontade de sair dali. Acelerei para terminar o trabalho, mas não tardou e outra garrafa se quebrou em algum outro ponto! Dei por mim no pátio, perplexo e extremamente assustado!

A organização das revistas tinha por objetivo abrir espaço para ser feita uma “mexida” na posição das garrafas, rodando-as de acordo com os preceitos do dono da casa, considerado e reconhecido apreciador e conhecedor de vinhos. O medo de ser acusado pela quebra das botelhas contendo a preciosa bebida passou a ser fonte de extremo desassossego para mim.

Finalmente, chegou o fim de semana em que o senhor Bonvoisin e um outro cavalheiro também aficionado enólogo, desceram à cave e levaram boa parte do dia de sábado para concluir a tarefa a que se propuseram. Quando terminaram, abriram e degustaram de forma solene, uma garrafa da reserva mais antiga. Nenhuma garrafa havia sido  encontrada partida!…

Qualquer semelhança, etc….pode ou não ser coincidência

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Canção

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…e se resulto amuado

feito menino mimado

carente da sua atenção…

porque me sinto tão só

que de mim chego a ter dó

carente da sua afeição…

 

…valho-me  do celular

pra ligar e lhe dizer

que à noite a bem dizer

não dormi nela a pensar…

e que m’abala a saudade,

que sem ela sou só dor

porque a bem da verdade

é muita a minha ansiedade

de ter sempre o seu amor…

 

quando afinal eu desligo

feliz me sinto e bendigo

a carência desta paixão…

é que aqui mesmo sozinho

eu me recolho e me aninho

bem dentro do seu coração!…

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Exposição

 

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“Ahhh! Buika, Concha Buika visceral e invasiva de almas, das minhas almas todas que soluçam em unísono porque de tão permeáveis são facilmente penetráveis. Penetradas – “Jodidas pero contentas”, como canta Concha!. Porque sou eu tão chorão? Um dia escrevi que o meu coração é um fardo mal ajeitado, mole e difícil de transportar. Haverá cura? Repito-me e repito-me ad nauseam…”

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Foi real a minha patética choradeira durante uma incursão por diversos concertos de Concha Buika no Youtube, agora que nele circulo com muitíssima mais qualidade através do “AppleTV” que a Nina me trouxe de presente dos Estados Unidos. Fiquei deveras tocado, porque Concha está bem além de uma excelente cantora do mais castiço flamenco e também de admirável jazzwoman. Concha é uma “performer” de extraordinária presença de palco. Fiquei, literalmente, sem fôlego e sem reservas líquidas para voltar a verter lágrimas…

Fui então para o Face Book e, ainda de alma inflamada, lá publiquei as linhas acima grifadas, expondo-me mais do que deveria. O resultado do excessivamente rasgado escrito meu, foi envergonhar-me ao relê-lo. E uma vez mais, vejo-me completamente inadequado para o tal de FB. Exposição extravagante da minha alma? Só aqui, no meu próprio templo.

 

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