Preferiria não ter escrito o post anterior. Deveria então eliminá-lo, simplesmente. No entanto não o faço, porque, descubro, não quero fazê-lo. Ele reflete um momento de extrema tensão pessoal – um pique subito na minha curva de humor, mau humor, no caso. Ora, se essa curva é um histórico do meu humor, história não se elimina. Só os asnos políticos o fazem.
E eu deploro asnos políticos, demagogos de todas as malditas ideologias que se ancoram ad eternum nos seus poleiros com verborréia fácil e irresponsável uso das cada vez mais diminuidas riquezas geradas pela decrescente massa dos que produzem realmente, em ações iminentemente empobrecedoras e emburrecedoras.
Mas, reconheço, eu deveria então consultar esse gráfico do meu humor e procurar passar ao largo, o mais afastado possivel, de tudo o que possa afetar-me o “simpático”. Confirmo que o FB pode sim, afetar-me e muito. Logo, tudo o que tenho a fazer é evitá-lo, como aliás me havia anteriormente determinado em procedimento íntimo. É só seguir e cumprir o procedimento.
Em post recente, eu havia me comprometido a deixar de vez o caos da realidade “real” e mergulhar completamente na “realidade poético-filosófica” nas entranhas do meu impossivel. Afinal, com setenta completados, não devo e não posso martirizar-me. A crua verdade pode, se quisermos, até ser motivo de pândegas considerações: A maioria dos meus amigos são meus ídolos no campo artístico, mas politicamente inconciliáveis; melhor então passar bem afastado de tal barreira…
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