Mergulhar como vim ao mundo naquela estranha fosforescência e agitar as águas para que se “acendessem ainda mais”. A magia era mais-que-real porque nela estava de corpo nu, integrado à escuríssima noite das águas de luz que me acolhiam em meu indizível êxtase! Êxtase de kandengue de sorte, especialmente convidado para aquela noite dos espíritos em festa! Nudez resplandecente que corria sufocando de gargalhadas pela areia tépida da prodigiosa praia na mãe África, mãe-de-todas-as-mães de poderes tais, ao ponto de ser capaz de trazer estrelas brilhantes para o mar, só para eu nelas me enrolar, só para eu louquear de alegria sem par…
Noite de águas de luz, praias do Lobito, Angola, anos 60
Foto: Encontrada na net, sem créditos

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