Em princípio, tudo o que repudio eu detesto e fim-de-papo. Mas definir o que é detestável não é tão simples assim na vida real, porque muita coisa que para mim não é palatável ao ponto de merecer o adjetivo, é-o para milhões de semelhantes para quem o antônimo é o verdadeiro…
Detestaria forçar-me a elaborar uma lista de detestáveis, só porque no parágrafo anterior fiz chover no molhado. Poderia resumir tudo em um exemplo de sujeito universalmente detestável: “O Imposto”. De qualquer natureza, se é “imposto”, é-o pela força. Poderá sê-lo “pela força da Lei” que, em última análise tem braço armado para fazer cumprir o imposto, logo, é imposto pela força das armas. Exemplo mais particular: É-nos imposto que paguemos – or else – contribuição sobre o que recebemos pelo nosso trabalho. Mas não há, todavia, qualquer garantia de que haverá justiça e honestidade na aplicação dessa contribuição e isso é algo muito detestável. Parece filosófico e pode até muito bem ser, mas a quantia expressa no “DARF” que tenho ante meus olhos é brutalmente real!
Belisco-me, porque o fisco absolutamente não era meu alvo neste escrito. Aconteceu porque ele – o fisco – tem costas largas e não se incomoda nem um pouquinho que digam mal, desde que paguem! Já os Beatles malhavam no “Taxman” em suas musicas enquanto alimentavam generosamente as goelas escancaradas, gargalhantes e insaciáveis do sistema…
Deixe sua opinião