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Archive for Abril, 2014

Lone Voyager

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Penso que o meu carrinho já faz esta viagem no piloto automático e esse é o motivo pelo qual eu me descobri no apê de Macaé sem que me recorde de nenhum detalhe do trajeto que acabo de completar. Seja isso bom ou mau, é uma habituação que nunca pensei que aconteceria e que me forço mais que nunca a tentar rejeitar, por nela não ser possivel encontrar qualquer sentido ou lógica. É no entanto real que, setenta anos vividos, me encontro na companhia de mim mesmo, num cochicho envidraçado a quase 200 kms de onde deixei a minha mais-que-tudo na solitária companhia dela mesma. A diferença é que meu caso é muito mais sério e inseguro porque, sem embargo, eu sou uma péssima companhia para mim próprio.

Rodei um show de Alejandro Sanz no DVD com o volume alto, o que acabou encobrindo os gritos da pobrecita cafeteira de pressão. O cafezinho sugiu em vômitos sobre o fogão e aí sim, eu corri como o fazia a minha querida mãe, que jamais em vida aproveitou mais que a metade da quantidade de leite que colocava pra ferver.

Alejandro cantava “Cuando nadie me ve” e eu me fixei na ideia de que aquele era o canto da imolada cafeteira! Não sei porquê, mas substituí-o por Harry Clapton, enquanto resfriava a bichinha e verificava que, milagrosamente, as vedações não derreteram – pelo menos desta vez! Preparei outra cafeteirada, limpei o fogão, et cetera.

Agora, no finzinho de uma dia de domingo, decido que absolutamente não vou poluir meus sentidos com o non-sense intragável do Faustão, ou navegando por aterrorizantes notícias de CNN´s ,BBC´s, Globo´s, muito menos acessando o para mim definitivamente insuportável FB que soberanamente detesto. Troquei Clapton por Sinatra bem baixinho e voltei à leitura do interrompido “Lone Voyager”.

Em tempo: FB, só mesmo para deixar uma pista para que alguém, eventualmente, venha ler estas tortas linhas…

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Em princípio, tudo o que repudio eu detesto e fim-de-papo. Mas definir o que é detestável não é tão simples assim na vida real, porque muita coisa que para mim não é palatável ao ponto de merecer o adjetivo, é-o para milhões de semelhantes para quem o antônimo é o verdadeiro…

Detestaria forçar-me a elaborar uma lista de detestáveis, só porque no parágrafo anterior fiz chover no molhado. Poderia resumir tudo em um exemplo de sujeito universalmente detestável: “O Imposto”. De qualquer natureza, se é “imposto”, é-o pela força. Poderá sê-lo “pela força da Lei” que, em última análise tem braço armado para fazer cumprir o imposto, logo, é imposto pela força das armas. Exemplo mais particular: É-nos imposto que paguemos – or else – contribuição sobre o que recebemos pelo nosso trabalho. Mas não há, todavia, qualquer garantia de que haverá justiça e honestidade na aplicação dessa contribuição e isso é algo muito detestável. Parece filosófico e pode até muito bem ser, mas a quantia expressa no “DARF” que tenho ante meus olhos é brutalmente real!

Belisco-me, porque o fisco absolutamente não era meu alvo neste escrito. Aconteceu porque ele – o fisco – tem costas largas e não se incomoda nem um pouquinho que digam mal, desde que paguem! Já os Beatles malhavam no “Taxman” em suas musicas enquanto alimentavam generosamente as goelas escancaradas, gargalhantes e insaciáveis do sistema…

 

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Digo-me, com o marcador no Capítulo 17, sem suficiente “volume no cérebro” para desenvolver algum texto, mesmo simplinho que seja, sobre Clarice Lispector. Atrever-me a tentar decifrar a Esfinge – petulância absurda -nem pensar! Sou afinal e tão somente um deslumbrado caminheiro, inspirando, maravilhado, cada quilômetro de trilha percorrida por tão fascinante personalidade da literatura! Benjamin Moser é um biógrafo admirável!

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Maria Elisa Guimarães, a “Meg” , ocupa seu lugar em um grupo de pessoas , em geral ligadas aos blogs, à literatura, jornalismo, fotografia e artes, que classifico como “de destaque” ou “especiais”, no meu personalíssimo conceito de admiração e até, porque não, de amizade, independentemente de haver ou não contato “em pessoa”. Frequentei com maior ou menor assiduidade seu “Sub Rosa”  e nele colaborei com alguns textos e muitos comentários. A meu ver, era um espaço muito inteligente, com desdobramentos interessantíssimos e até didáticos, que sempre foram do meu agrado. Períodos de fragilidades e vicissitudes de saúde afastaram a Meg do convívio do Blog, mas atrairam meu apoio e amizade, que não deixo de reiterar em todas as circunstâncias.

Muito honrado, Meg, agradeço a lembrança e vou guardar com muito carinho! Quem sabe um dia, numa oportunidade, você coloca nele uma dedicatória?…

 

 

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Penso que…

Sequestro, só por si, é uma forma de tortura;

Ser abduzido sob ameaça armada, é tortura;

Ser violentamente privado da liberdade, é tortura;

Ser mantido refém com sobrevivência incerta, é tortura;

 

Nenhum fim pode justificar a tortura como meio;

Nenhuma “causa” é “causa justa” para justificar a tortura.

 

O meu pensamento aplica-se a regimes e contra-regimes politicos;

A ideologias ou filosofias politicas/religiosas

Às cada vez mais numerosas, poderosas, bem organizadas e armadas, influentes e politicamente bem representadas hordas de parasitas violentos que infernizam a existência das produtivas gentes;

Et Cetera…

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