Certamente que elas, as musas, de mim desertaram. Musas, tenho dito, são extremamente suscetíveis e há que tratá-las com deferência e cautela. Há essencialmente que manter-lhes a todo o momento a livre entrada para a alma; Uma alma permeável e com ânsia de criar… Enxergo no poderoso Sol nascente um ar de escárnio, mas também de desafio: “Volta! Retorna! Esquece a prosa gerada no seio da realidade das misérias deste mundo e torna à pátria livre, ilógica e filosófica da poesia!” – Assim falou Rei Sol!
“Livrar-me de mim, até que poderia…
…mas como livrar-me da poesia?!”
(De velhos pensamentos meus)

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