A semana que ontem se encerrou foi de regozijo pela notícia de que serei avô de mais uma menina e a confirmação de que seu nome será mesmo Isadora, como foi por mim sugerido! Dupla honra e motivo de sobra para me sentir alegre e mais agarrado à vida para vê-la crescer e ficar linda, como lindas são as mulheres da família.
Paradoxalmente, pelo repeteco do meu mad driving em direção a Macaé onde acabo de chegar são e salvo, dir-se-ia que esse meu agarramento à vida poderia até ser bastante questionado. O pavoroso calor externo versus confortável clima dentro da bolha de metal motorizada, parece induzir em mim uma ilusória e arrogante sensação de poder e de indestrutibilidade. Miraculosamente, eis que os tais “olhos-como-há-só-dois” surgem defronte do pára-brisa oportunos, faiscantes, repreensivos, refreando parte dos meus ímpetos…
Não existe no traçado da BR 101 entre o Rio e Macaé nenhuma reta onde possamos observar o ilusório ponto de convergência denominado “Vanishing Point” na língua inglesa. Usei a expressão como título do post de Domingo passado porque, durante a viagem, rememorei as loucuras suicidas do personagem Kowalsky ao volante de um Dodge Challenger R/T 440 no filme assim intitulado, produzido em 1970 ou 71. O “Vanishing Point” de Kowalsky foi sem retorno; O meu é muito menos radical, se bem que metaforicamente suicida. A dita “Capital do Petróleo” é o “outro lado” do meu “Vanishing Point”!
Deixe sua opinião