Uma vez mais, subo vagarosamente uma imaginária escadaria até um texto em prosa poética aqui largado displicentemente, incapaz de resistir a posteriores leituras. Argumento e indisponho-me, porque me surpreendi envergonhado por haver escrito o que me pareceu um arrazoado de “loucas e impossiveis incoerências”! No entanto, uma tal constatação, pondero, se levada a sério, inviabilizaria as minhas divagações poéticas, todas elas baseadas em incoerentes, impossiveis e loucas edificações no mais abstrato recôndido da minha alma. Por outro lado, onde poderá estar a incoerência em escrever da minha resistência à marcha inexorável em direção ao “Fim”, levando ao extremo o meu “brincar de imortal”?…
Archive for Fevereiro, 2014
Brincar de imortal
Posted in Uncategorized on 19/02/2014| Leave a Comment »
Desatino
Posted in Uncategorized on 18/02/2014| Leave a Comment »
Como se me soubesse a fundo,
Aproprio-me do meu mundo
como se o meu mundo fosse meu…
Ledo engano, pois não me domino;
Em vão me debato em desatino,
pois o comando é dele, meu outro Eu…
Rei Sol
Posted in Uncategorized on 13/02/2014| Leave a Comment »
Certamente que elas, as musas, de mim desertaram. Musas, tenho dito, são extremamente suscetíveis e há que tratá-las com deferência e cautela. Há essencialmente que manter-lhes a todo o momento a livre entrada para a alma; Uma alma permeável e com ânsia de criar… Enxergo no poderoso Sol nascente um ar de escárnio, mas também de desafio: “Volta! Retorna! Esquece a prosa gerada no seio da realidade das misérias deste mundo e torna à pátria livre, ilógica e filosófica da poesia!” – Assim falou Rei Sol!
“Livrar-me de mim, até que poderia…
…mas como livrar-me da poesia?!”
(De velhos pensamentos meus)
Repeteco
Posted in Uncategorized on 09/02/2014| Leave a Comment »
A semana que ontem se encerrou foi de regozijo pela notícia de que serei avô de mais uma menina e a confirmação de que seu nome será mesmo Isadora, como foi por mim sugerido! Dupla honra e motivo de sobra para me sentir alegre e mais agarrado à vida para vê-la crescer e ficar linda, como lindas são as mulheres da família.
Paradoxalmente, pelo repeteco do meu mad driving em direção a Macaé onde acabo de chegar são e salvo, dir-se-ia que esse meu agarramento à vida poderia até ser bastante questionado. O pavoroso calor externo versus confortável clima dentro da bolha de metal motorizada, parece induzir em mim uma ilusória e arrogante sensação de poder e de indestrutibilidade. Miraculosamente, eis que os tais “olhos-como-há-só-dois” surgem defronte do pára-brisa oportunos, faiscantes, repreensivos, refreando parte dos meus ímpetos…
Não existe no traçado da BR 101 entre o Rio e Macaé nenhuma reta onde possamos observar o ilusório ponto de convergência denominado “Vanishing Point” na língua inglesa. Usei a expressão como título do post de Domingo passado porque, durante a viagem, rememorei as loucuras suicidas do personagem Kowalsky ao volante de um Dodge Challenger R/T 440 no filme assim intitulado, produzido em 1970 ou 71. O “Vanishing Point” de Kowalsky foi sem retorno; O meu é muito menos radical, se bem que metaforicamente suicida. A dita “Capital do Petróleo” é o “outro lado” do meu “Vanishing Point”!
Vaio com diós, amigo!
Posted in Uncategorized on 08/02/2014| Leave a Comment »
Já ouvira um zum-zum sobre o assunto há algumas semanas atras, mas a coluna da Cora Rónai tirou-me as esperanças de que se tratasse apenas disso mesmo: um “zum-zum” sem fundamento. A Sony vendeu de verdade o seu negócio de computadores e as minhas intenções de adquirir o dernier cri da linha Vaio em Ultra Book, ficam só mesmo nas intenções. A informação é de que a firma compradora não comercializará o produto mundialmente.
O Vaio modelo Z58GG na foto está agora nas mãos da minha mais-que-tudo, enquanto que eu estou portando/operando o enorme e pesado DELL posto à minha disposição pela empresa que compra os meus serviços. O Z58GG foi adquirido em um momento de grande necessidade de uma ferramenta rápida e com portabilidade, durante o período em que moramos em Singapura. O modelo, com novidades tais como duplo SSD no lugar de um HD, excelente processador e 8Gb de memória além de portabilidade de sobra, custou no início de 2009 uma grana preta inimaginável aos valores hoje. Os preços em Singapura eram altos, em relação aos praticados nos EUA, embora bem mais baixos que os do mercado brasileiro.
Hora de pesquisar qual a melhor opção para o meu próximo Ultra…
Vanishing Point
Posted in Uncategorized on 02/02/2014| Leave a Comment »
É precisa, dócil e obediente a resposta do veterano aos meus“inputs”de comando. Afinal, discorro, o equipamento ao qual estou amarrado transporta-me há mais de dez anos. “Quando entrar nos teen eu aposento-o”, prometo-me, “se continuarem a conceder-me a licença para conduzir, bem entendido”. O instrumento digital no painel está cravado em 41°C de temperatura externa enquanto cruzo Tanguá em direção a Macaé a meio desta tarde de calor senegalês. Sinto uma gostosa sensação de conforto e bem estar com os 21°C do meu casulo, ajeito-me na minha poltrona e deixo os quilômetros de asfalto em brasa passarem sob mim a velocidades nem tão recomendáveis. Por instinto, afrouxo a pressão do pé direito e observo a substancial queda no velocímetro para nível mais para o que ela recomendou: “Lembra-te de mim!”. Como poderia eu esquecer? Oh! Mais uma vez dou por mim com a mão sobre o banco do carona à procura do que não posso encontrar: adoro arranhar com as unhas a costura do jeans dela!… O som que flui da Rádio MEC fica instável; Aperto o botão e o casulo é inundado pela musica maravilhosa e relaxante de Rodrigo Leão. Que vozes, que melodia “Djou”! “Djoutromundo”, que não este cada vez mais fossa acustica de funks e outros junks. Agora, a passo de tartaruga de muletas, sigo uma quilométrica caravana de caminhões. Mesmo ao Domingo, incontáveis milhares de rodas trilham estas congestionadas, jurássicas, perigosas vias estreitas. “Jurássicas, perigosas e $urreais”, digo-me em voz alta enquanto cruzo a Via Verde de mais um famigerado pedágio. Confiro o ETA no GPS e vejo que perdi muito tempo com o excesso de tráfego. Rodrigo Leão acabou e surge a voz de Leontina Vaduva para alegrar-me o espírito em “Quel Guardo” da ópera “Don Giovani”. Sou vidrado na Leontina, que faz o favor de ser “minha amiga” no FB. O FB não faz minha cabeça, anyway! Deve ser porque estou um velho sem paciência. Ora!…Não é que cheguei? Agora, é enfrentar o greenhouse de vidro, sabendo que o AC está quebrado. Ah, que raiva! Mas eu mereço…


