Certa vez, asperamente criticado no âmbito doméstico, apressei-me a apagar da postagem e dos arquivos um texto em que brincava descrevendo em minúcias e com muito tempero sacana, a minha própria receita para preparação e modo de emprego da poção denominada “Água de cú lavado”, lá da terra africana que tão profundamente marcou a minha vida. O “incidente” tem uns dois anos e de lá para cá fiz um sem número de tentativas frustradas de refazer o escrito em composição capaz de, a meu próprio julgamento, preservar-lhe o humor sem despencar na vulgaridade.
Por isso, eu tinha e tenho grande admiração e certamente um pouco de “inveja” do skill da minha amiga Vanessa Ornella nessa área! A leitura recente de “Fim”, demonstrou-me uma vez mais que sim, que é possivel usar palavras nada recomendáveis em outras condições e até mesmo cabeludos palavrões no calçamento de um caminho, desde que muito bem pavimentado com as pedras de um tema que lhes dêem pleno suporte. A Fernandinha Torres fá-lo no ponto certo, sem qualquer tipo de inibição e com o indiscutível brilho do seu talento!
Resta-me arrumar disposição e bom humor para tentar de novo…
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