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Archive for Dezembro, 2013

Promessas que me fiz ou me faça são puramente pessoais. No entanto, elas, as promessas,  podem afetar de alguma forma, mais direta que indiretamente, quem teve a (des?)dita de gastar os seus últimos cinquenta anos de existência a mim ligada. Que promessas terei eu então condições de fazer, não a mim mesmo, mas  à minha mais-que-tudo para o decorrer  dos próximos doze meses? A simples e estática continuidade pode ser cruel, ou não…Frustrante, concerteza, na medida em que lhe sei alguns, senão todos os seus mais caros anseios nesta fase da nossa vida. Restar-me-há capacidade para atendê-los?

Taí a minha solene promessa para 2014, ao amor da minha vida: Posto o que foi posto no post anterior, status de wealthy lady poderás não lograr, mas tudo, tudo tentarei, pelo que tanto pra nós dois desejas alcançar!

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Dependências quimicas de alguma espécie eu não sou portador, tampouco sofro de alguma dependência psicológica do tipo jogador inveterado, comprador compulsivo, ou quaisquer outras que me levem a prometer superar-me para ver-me livre delas ao longo do décimo quarto ano deste milênio;

Concedo ser um precário investidor/administrador dos resultados do meu trabalho, ao ponto de não haver conseguido até esta data ser um feliz  wealthy man proprietário de altos rendimentos. Mas, nesse campo, não resta espaço para promessas outras que não sejam fazer, eventualmente, uma fèzinha em alguma das loterias, preservado que seja o dito no parágrafo anterior…

Reconhecendo-me pessoa de bons fígados, nadica de nada dado a maldades ou violências, ou a maltratar de alguma forma gentes e bichos que me rodeiam, também não preciso prometer que neste novo ano serei uma “pessoa melhor”…

Evitar lucubrações poetico-filosóficas sobre o quão frágil é a vida e alhear-me por completo da inevitabilidade da finitude,  posto que adiada a cada irrecuperável segundo respirado, brincando mais de ser imortal: Acho que essa é a minha unica e mais ou menos concreta promessa para o novo ano. Que outras promessas posso eu fazer-me?…

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…ilhado na minha silenciosa solidão, rodeado de barulhentos petroleiros, todos nós ilhados em estruturas flutuantes. Poderia contá-las, cruzando através dos curtos diários que mantive ao longo de mais de duas dezenas de anos; Mas porque o faria? Metade da minha vida nesse longo período foi gasta assim, de raras presenças em ceias e eventos familiares em que só os  mais chegados companheiros de embarque testemunharam, desinteressados, os meus babados sorrisos de orgulho nos precisos momentos em que os meus rebentos recebiam, sem a minha presença, suas graduações universitárias.

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Consoada

Agora, Ilhados na nossa silenciosa solidão, acabamos de degustar a dois a frugral tradição centenária do nosso povo: Batata, verdura, ovo, bacalhau. Cozidos em água, simplesmente, regados no prato com azeite de oliva. Uma taça de vinho tinto sorvido em pequeninos goles, ajudou a passagem nas gargantas penosamente obstruidas em ponto de pranto.  Duas castanhas assadas no forno e uma fatia do mágico Bolo-Rei coroaram a nossa consoada. Sem árvore de luzes coloridas, àparte de todo o longínquo bulício familiar de filhos e netos…

Niteroi, noite de Natal de 2013

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Certa vez, asperamente criticado no âmbito doméstico, apressei-me a apagar da postagem e dos arquivos um texto em que brincava descrevendo em minúcias e com muito tempero sacana, a minha própria receita para preparação e modo de emprego da poção denominada  “Água de cú lavado”, lá da terra africana que tão profundamente marcou a minha vida.  O “incidente” tem uns dois anos e de lá para cá fiz um sem número de tentativas frustradas de refazer o escrito em composição capaz de, a meu próprio julgamento, preservar-lhe o humor sem despencar na vulgaridade.

Por isso, eu tinha e tenho grande admiração e certamente um pouco de “inveja” do skill da minha amiga Vanessa Ornella nessa área! A leitura recente de “Fim”, demonstrou-me uma vez mais que sim, que é possivel usar palavras nada recomendáveis em outras condições e até mesmo cabeludos palavrões no calçamento de um caminho, desde que muito bem pavimentado com as pedras de um tema que lhes dêem pleno  suporte. A Fernandinha Torres  fá-lo no ponto certo, sem qualquer tipo de inibição e com o indiscutível brilho do seu talento!

Resta-me arrumar disposição e bom humor para tentar de novo…

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Érotique…

Escutei, involuntariamente, conversa de duas mulheres jovens lamentando a notória falta de elemento masculino disponível e com um mínimo de credibilidade, que reuna alguma atração física e uma dose generosa de romantismo. Conjeturei, aparentando total alheamento, que o tal quesito “credibilidade” poderia ter implícita a capacidade econômica, porque amor e uma cabana só mesmo numa ilha deserta. Aumentei mentalmente o ganho auditivo para pegar a parte sussurrada: “Não ter namorado”, disse uma, “só tem uma vantagem: Não preciso de me depilar!”. A outra moça abriu um sorriso maroto e logo a seguir mudaram o rumo da conversa para motes menos intimistas. Antes de desligar-me da vida alheia, pensei naquilo.  E nas fotos de nú frontal de revistas masculinas americanas dos anos cinquenta que, por lei, deveriam  ter meticulosamente retocados os púbicos das beldades. Isso me frustrava e afetava a ebolição dos meus jovens hormônios, por não detectarem toda a carga erótica contida no irresistívelmente adulto detalhe ali implantado pela mãe Natureza. “Implumes são as crianças!”, queixava-me eu, contrariado! Enfim, vai ver que os homens do terceiro milênio vieram dotados de vocação pedofílica!…

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Volubilidade, pouco comum na minha idade, ou arrependimento, lugar comum na  minha idade?…O que é certo é que, ultimamente, tendo a amanhecer com ideias radicalmente opostas àquelas com que adormeci. Terei eu perdido a personalidade, ou haverei eu jamais contido a personalidade que me julgo com e me digo ter? Sacudo mais uma vez a cabeça como o faria um cão encharcado, na tentativa de livrar-me do ataque cerrado de incômodos auto questionamentos.

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Hans Helmut Kirst escrevia com uma crueza e riqueza de detalhes que me surpreendia e parecia alimentar-me com sentimentos que iam do conflito à resignação. O período era propício a devorar tudo sobre a guerra, pela inevitabilidade de me ver a mim próprio em armas. Acabara de passar nas inspeções médicas e logo me encontraria instruendo de um curso de graduados em uma Escola de Aplicação Militar. À leitura da série de livros intitulados “08-15” – “A Caserna”, “A Guerra”, “A Derrota”, seguiu-se “A Noite dos Generais” e fez de Kirst o meu autor preferido do lado alemão no tema Segunda Guerra Mundial, sem desmerecer Sven Hassel, Eric Maria Remarque e outros mais.

Terão sido, naquele tempo, no mínimo meia dúzia, as vezes que me recordo na plateia de alguma sala de cinema, espectador admirador-quase-estudioso da performance de O´Toole na pele do General Tanz em “A Noite dos Generais, trabalho que pessoalmente considerava extraordinário e inigualável. Tão extraordinário e inigualável, que depois acabei decepcionado no longo e para mim enfadonho “Lawrence da Arábia”!

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Terminus

Definitivamente, não há em mim réstea de estímulo ou alento para manter este espaço. Tal como o primeiro “Mukandas” no seu tempo, esvaziou-se qualquer razão dele existir. Por isso, cerram-se a partir deste momento suas portas e deixam-se temporariamente as janelas abertas para quem se interessar a espreitar…

Update em 18/12: Haverá cura?…

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(mais…)

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