…mas meu sonho é espúrio, medonho sem chegar a pesadêlo, irreal como os sonhos não devem ser, apavorantemente doce, de tão amargoso. É o fel que flui d’onde não deveria…ou será que deveria? É o fel nas linhas mal redigidas das notícias da UOL! Na cretinisse mal intencionada dos senhores das malditas coisas políticas. Ah! A mulher que escala montanhas…ela disse que é “Pilôta” de helicóptero e que espera escalar cada uma das montanhas nos sete (7) continentes…não sei se deste planeta ou de outro também! Ah, sim! Há barulho, muito barulho, bárbaro, esquisofrênico-iconoclasta-ectoplasmico-anacoluto, diria o Capitão Haddock. Um porraloucático xispêtêó madrugadóide de agressão hiperssonora em picos descomunais de escabrosos decibéis muito acima da escala estabelecida. Como nada é tão ruim que não piore, logo aos sons da selva se juntaram instrumentos outros que berravam “tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá…”. Concerto para funk e metralhadora! O caos é aqui, senhores, no pesadêlo do meu acordar! A minha mais-que-tudo ligou nosso jurássico condicionador de janela, cuja vibração e ruido contínuo salvou o resto da noite. “Bendita seja”, pensei já nas núvens. “Ela ligou o botão do foda-se”!…
Alta madrugada, Niteroi, Rio(de quê?!)Janeiro, Brasil

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