A pessoa retratada na foto acima, é a minha mãe. É uma foto típica dos anos 40 ou inicio dos 50 e terá servido como prova básica para uma daquelas artísticas ampliações coloridas à mão em que o meu pai era mestre. Reparem que não existem no rosto sombras ou imperfeições resultantes de eventuais defeitos de iluminação. Tudo era paciente e metodicamente retocado no negativo ao longo de horas de trabalho. Isso era Foto Shop! Quem são os melhores artistas de Foto Shop: O meu pai e seus contemporâneos exímios no manejo dos finíssimos “crayons” e do exercício da paciência, ou os atuais não menos exímios na pilotagem dos recursos sem fim do Foto Shop eletrônico? Bom…eu diria que depende totalmente da real qualidade do artista, desta ou daquela época.
Assitindo o RJ TV da Globo agora há pouco, falando sobre os desfiles, segui com interesse as considerações de um expert na matéria – um senhor cujo nome não fixei mas que é, ou pelo menos assim o entendi, diretor da Liga das Escolas de Samba. O tal senhor falava com grande eloquência e conhecimento, sobre virtudes e mazelas que na sua análise rolaram durante a performance das escolas que desfilaram a noite passada. Sobre a Portela, que defendeu o enredo “Fama”, em que as câmeras fotográficas e cinematográficas eram destaque, torceu surpreendentemente o nariz ao carro tema “Foto Shop”, afirmando claramente que “uma escola com 60 anos de tradição não precisava disso”! Não entendi e não quero entender.
A afirmação mais importante é minha e óbvia: A minha mãe era uma mulher muito bonita!

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