Não sei quantas vezes já terei repetido que eu só entraria no sambódromo se alguém me ofertasse um crachá, que me permitisse andar livremente entre as alas e fotografar até dizer “basta!”. Admiro o gigantismo de produção, a extraordinária paixão e a força da poesia em movimento mas, paradoxalmente, na medida em que vão passando as escolas, acabo enfastiado por toda aquela “dinâmica monotonia”.
“Home alone”, decidi ir ao Plaza no fim da tarde de sábado com a ideia fixa de assistir “Les Miserables”. Encontrei tudo em obras, só com parte das salas funcionando de forma precária e, de miserável, portanto, só o cinema. Sim, eu sei que deveria ter entrado na net e visto, et cetera et al, mas eu precisava de soltar um pouco o meu prisioneiro espírito. Voltei a tempo de pegar a câmera, subir ao museu e tentar algumas fotos, mas os resultados foram abaixo da critica – um sábado a esquecer.
Como sou de ideias fixas, gastei o domingo de carnaval trancado, com ar condicionado ligado, revendo musicais: Revi “Les Miserables” (em VHS) , depois “West Side Story” (em Blue Ray) e, para completar, mais West Side Story em VHS, com a gravação da gravação para a Deutsche Grammophon conduzida pelo próprio Leonard Bernestein. Tentei ver no “E” o show do Grammy, mas eu confesso não conseguir deglutir a tradução simultânea.

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