Amante de tudo o que voa, com ou sem asas, pergunto-me como poderia ser possivel o transporte aéreo como ele é hoje, prodígio de tecnologia operacional e de segurança, não fosse a constante luta, estudo e pesquisa para identificar e corrigir o que foi dando errado em tragédias ocorridas tanto por falha de material ou equipamento, como, muito especialmente, por falha humana.
Por outro lado, no meu dia a dia ao longo dos anos envolvido na atividade de exploração de petróleo, uma das formas perigosas de mineração tanto para o meio ambiente quanto para quem nela trabalha, posso testemunhar o extraordinário ganho tecnológico em incontáveis e dispendiosas horas de estudo, pesado investimento em novos equipamentos, treino do pessoal e refinamento de procedimentos, no sentido de reduzir as até há muito pouco tempo frequentíssimas ocorrências de erupções (blow out) de poços, com todas as suas catastróficas consequências.
E é por conhecer e viver de perto a permanente guerra pela segurança em áreas particularmente arriscadas que, perplexo, me sinto revoltado com mais uma tragédia sem qualquer sentido, razão ou desculpa, considerando a tão recente história de ocorrências semelhantes, de Long Island a Buenos Ayres, muito mais que suficientes para que as mais rígidas condições e procedimentos de segurança houvessem já sido postos em prática em locais como essas boates e discotecas.
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