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Archive for Janeiro, 2013

Arroz

Ontem foi um domingo ainda mais diferente que os  diferentes  e felizmente não muito frequentes domingos em que me encontro assim, pobre de mim, triste, só e abandonado!!  A minha companheirinha está em Coppell curtindo os netinhos e eu resolvi arriscar-me na cozinha, coisa inimaginável para quem já deixou derreter cafeteiras. Cozinhar a embalagem de frango à parmegiana no micro ondas foi moleza e sem besteiras. Aí, achei que deveria fazer um arrozinho para acompanhar, seguindo as instruções há algum tempo recebidas, mas ficou aguado pra caramba. Mesmo assim, senti-me orgulhoso  por não cometer nenhuma barbaridade e, misturado ao molho de queijo do frango, deu para comer sem traumas!…

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Perplexidade

Amante de tudo o que voa, com ou sem asas, pergunto-me como poderia ser possivel o transporte aéreo como ele é hoje, prodígio de tecnologia operacional e de segurança, não fosse a constante luta, estudo e pesquisa para identificar e corrigir o que foi dando errado em tragédias ocorridas tanto por falha de material ou equipamento, como, muito especialmente, por falha humana.

Por outro lado, no meu dia a dia ao longo dos anos envolvido na atividade de exploração de petróleo, uma das formas perigosas de mineração tanto para o meio ambiente quanto para quem nela trabalha, posso testemunhar o extraordinário  ganho tecnológico  em incontáveis e dispendiosas horas de estudo, pesado investimento em novos equipamentos, treino do pessoal e refinamento de procedimentos, no sentido de reduzir as até há muito pouco tempo  frequentíssimas ocorrências de erupções (blow out) de poços, com todas as suas catastróficas consequências.

E é por conhecer e viver de perto a permanente guerra pela segurança em áreas particularmente arriscadas que, perplexo, me sinto revoltado com mais uma tragédia sem qualquer sentido, razão ou desculpa, considerando a tão recente história de ocorrências semelhantes, de Long Island a Buenos Ayres, muito mais que suficientes para que as mais rígidas condições e procedimentos de segurança houvessem já sido postos em prática em locais como essas boates e discotecas.

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Chuvoso

IMG_1008

Foco, pensativo, as gotas d’água da chuva…

Elas batem no vidro, depois descem, descem,

feito  lágrimas em rostos que padecem

até que se juntam ao caudal da chuva.

Para lá das gotas, é a tristonha monocromia

do Céu e do Mar difusos em tons cinzentos

que me arrasta para solitária melancolia

e me compele a ter-te em pensamentos

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Rua da Amargura

Qual poderá ser a diferença entre esta picada e uma outra situada em algum perdido e miserável lugar nos confins do nada? Nenhuma, é claro. Porém, se clicarem sobre a foto e prestarem um pouco mais de atenção, notarão conhecidíssimos logotipos e nomes de imbatíveis suprassumos mundiais da tecnologia do petróleo!

A grande diferença reside pois, no fato de que esta foto foi tirada na “rua” que serve de acesso a empresas campeãs em hi-tech da área, na geração de empregos e recolhimento de impostos. Impostos que parecem ser engulidos por impostores, enquanto os empregados das firmas massacram suas viaturas na vil e vergonhosa buraqueira, na prodigiosa “Capital Brasileira do Petróleo”.

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A primeira semana de trabalho do novo ano elapsou-se, mas eu sigo enfrentando os perigos da BR 101 para ir ao encontro da minha mais-que-tudo. Até agora, portanto, nada fiz para garantir uma mudança nas rotinas a que me acostumei. É absurdo eu repetir-me “tenho de parar com isto” toda a vez que o meu olhar varre o odômetro surpreendendo-me com o aumento de quilômetros rodados, quando deveria surpreender-me com a insanidade da minha velocidade. Isso significa que eu estou mais preocupado com o fim da vida do carro do que com o fim da minha própria vida!

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2013

Nesta manhã de novo ano, submeti-me ao esmagador virtuosismo da orquestra, coros e solistas da Gulbenkian, no tradicional Te Deum setecentista, acontecido,  transmitido ao vivo e gravado ontem à noite na imponente Igreja de São Roque em Lisboa. O “Te Deum Laudamus” composto por João de Sousa Carvalho em 1769 é uma peça sacra extremamente envolvente, belíssima e emocionante.

Há muito que desisti de fazer prognósticos no limiar dos novos anos e confesso-me muito arrependido de promessas temerariamente feitas em viradas. Afinal, os verdadeiramente capazes não prometem nada, simplesmente fazem e pronto. Neste primeiro dia do novo ano, penso apenas que terei mais do mesmo: Muito trabalho. A incógnita fica por conta de se sim ou não a minha saúde vai continuar como está, ou irá fragilizar-se ainda mais com a maior proximidade dos setenta.

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