Gil e Cae dispararam meu sensor de proximidade do portal de entrada para o recinto da sétima década e eu passei a refletir um pouco mais, despedindo-me de boa parte das minhas certezas. O meu ideal seria encontrar nesse recinto, uma pousada: A Pousada da Sétima Felicidade. Ali, eu teria um casulo só meu, silencioso mas não hermético, para permitir a entrada da minha mais-que-tudo sempre que ela estivesse disposta a aceitar os decibéis do meu silêncio, o sui generis do meu estranho amar, a vibração do meu ressonar. No meu casulo, eu teria espaço para caminhar suavemente em trilha circular numa órbita em torno do meu outro eu, com destino a destino nenhum. Hóspede de mim próprio, poderia, desligado de todos os medos, desenlear do caos as ideias armazenadas no silo que é a minha alma e escrever sem parar, em prosa e verso, até que meus órgãos se recusassem a prosseguir…
Deixe sua opinião