O especialista leu com atenção todos os resultados e laudos dos exames e testes a que me submeti e concluiu que – ipso facto- o tal de labirinto está meio confuso da vida. No entanto, produziu mais uma requisição para que observem a minha cabeça por dentro, penso que pra verificar se contém coliformes neurais ou serragem, sabe-se lá… Mais incisiva que uma labirintopatia metida a besta, é a minha reação nadica de nada propensa a continuar a deixar-me expôr a todo o tipo de Raios X, Y, Z e, muito principalmente, aos raios que os parta. Estou mesmo com vontade de desistir e esperar, sem radiações e em paz, que a natureza faça a sua parte.
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Li numa revista de consultório que Lindsay Lohan, que chegou a ser uma promessa mas, miseravelmente, perdeu-se nas corredeiras incontroláveis das baladas, álcool e drogas, foi contratada e está já vivendo o papel de Liz Taylor em “Liz & Dick” para a TV. A escolha parece conflitante com a sua precária conduta pessoal. Quem sabe, no entanto, Lohan surpreende e de quebra ainda ganha algum self respect para mudar os rumos da sua vida e ter a chance de não sucumbir a alguma overdose?
Eu tinha os meus doze anos quando assisti “Giant”, que aqui no Brasil passou com o título, para mim estranho, “Assim Caminha a Humanidade”. Nele, ou a partir dele, fiz-me admirador de Liz Taylor, cujo percurso artístico segui ao longo da vida. Como muitos outros atores, Liz teve altos e baixos, alguns até bastante baixos também em razão do uso de alcool e abuso de drogas prescritas. Eu achava o Richard Burton a mais nefasta das drogas que ela usava! Não obstante, considero que “Cat on a hot tin roof”, “Who’s afraid of Virginia Wolf”, “Doctor Faustus” dentre outros grandes trabalhos, justificam toda a minha admiração e respeito por ela.
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