
A minha semana decorreu com menos momentos de apreensão, por não haverem voltado aquelas apavorantes tonturas que vinham ocorrendo com crescente frequência. Continuo não sabendo a origem, mas os multiplos exames parecem apontar para a probabilidade de labitintite. O sobressalto da semana ficou por conta da passagem de dois tornados pela região de Dallas-Fort Worth, acertando também Coppell, onde mora a Mônica. Felizmente, só resultou em prejuizos na van, no telhado e alguns vidros quebrados na casinha.
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Estamos em Niteroi, com racionamento de água e medo de sair à rua com tanto salteador sanguinário à solta por aí, impune, livre e protegido. A opção é ficar em casa e gastar o tempo da forma que mais nos aprouver. Terminei de ler a biografia de Egas Moniz e desisti a meio de uma coletânea de artigos com crítica literária aos livros de Antônio Lobo Antunes. A Nina produziu um bolo que me aportou sabores esquecidos de longínquas Páscoas, quando a tradição era receber em casa a “visita pascal” e nós, crianças, deitávamos e rolávamos nos doces preparados para o padre…
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A Cora Rónai postou há alguns dias um video com uma deliciosa entrevista de Millôr Fernandes ao “Roda Viva”, em que ela própria se encontrava estre os entrevistadores. Toda a minha admiração por mestre Millôr redobrou, com suas respostas rápidas e inteligentes, ácidas apreciações sobre personalidades políticas da época, algumas das quais ainda no cenário presente, sua propensão para um tipo de anarquismo que me comoveu, por ter muito a ver comigo!
Falando em comoção, foi exatamente o que senti ao ver a imagem da Cora, então jovem senhora, com delicioso look de curls e grandes óculos, sorriso imenso da imensa felicidade que vivia e veveria por muitos anos! Pensando bem, ela continua a ter razões para seguir vivendo essa felicidade, porque afinal, seu mais-que-tudo não deixou de sê-lo após seu passamento…
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