Acreditei por um momento, que seria possivel assumir comigo próprio o “compromisso” de publicar com toda a regularidade uma crônica domingueira. Para isso experimentei-me, envergando a pele de um colunista profissional pago, bem ou ou mal mas pago, a quem não seria tolerada a ridícula desculpa de estar em má fase de criação, et cetera et al…
Esqueci, pois, a por mim bem conhecida característica daquele meu Eu ocasionalmente dotado de algumas ténues fibras artísticas. Por via dessa estranha característica, qualquer manifestação de prazer artístico desvanece-se e torna-se insuportável, a partir do momento em que a atividade se transforma em obrigação, muito principalmente se for paga, amarrada a um contrato, essas coisas do outro lado do que é belo…
É claro que ninguém se acercou de mim e disse que me pagaria alguma quantia amarrada a um frio contrato para eu escrever as minhas baboseiras de blogueiro-poeta-de-ocasião e cronista de fim de semana. Mas eu disse-me a palavra errada no momento errado: “Com-pro-mis-so”! Agora, passo a borracha nas fatídicas sílabas, mas não logrei ainda eliminar seus vestígios…
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