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Archive for Fevereiro, 2012

Desejo

Debalde perscruto o negrume da noite

a meio da madrugada, sonolento

sonâmbulo num desatino…

O que tanto espero, não virá!

Por mais um dia, não choverá.

Porque será que tanto a almejo?…

A chuva é meu estranho desejo!

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Viajo…

Assim que adormeço, eu desperto pro meu mundo e alheio-me do bárbaro pesadelo do imundo.

É no mundo interior do meu sono que tenho encontros com a plena liberdade enquanto flano por sobre campos resplandescentes de conhecimento e bondade, ou repouso no doce deleite de leitos macios e perfumados.

Alguém (uns dizem que foi Shakespeare) terá dito: “O sono é a antecâmara da morte“!

Logo, a morte não pode ser tão ruim assim…

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Que crônica de domingo poderia surgir em um quente domingo passado dentro de portas em trabalhos vários, domésticos incluidos? Nunca vi tanto pó prêto acumulado em alguns poucos dias de ausência! É certo que fiz uma caminhada pelo calçadão da praia até uma agência do Bradesco onde passei uns bons quinze minutos de extremo stress até aquela máquina diabólica soltar meu cartão. Desisti da operação, não fosse a coisa devorar o meu plástico só para me atormentar…Caminhei de volta e comprei um par de sanduíches de pão integral pro o meu almoço. Há dias assim… sinto-me feliz sentindo fome, com o estômago roncando de mau humor. A verdade é que, sozinho assim, está cada dia mais difícil suportar-me e conviver comigo próprio. Só mesmo a minha companheirinha pr’acabar com essa briga ridícula!

A verdade é que não sei qual de nós dois tem mais respeitinho por ela…

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Penso como eu gostaria de ser capaz de elogiar-me.

Mas como fazê-lo, se nada em mim eu encontro de elogioso?…

…Ou seria “elogiável”? Sei lá…

O domingo já é de noite

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Sub Normal

Ninguém merece uma semana tumultuada como esta que hoje termina! Retornei para terra de bad mood, tenho vindo a sentir uma estranha repulsa diante do meu reflexo no espelho e, pelo tanto que esse reflexo me parece sub normal, nem me atrevo a no espelho de novo me mirar. É por isso que estou com barba de quatro dias e não quero aparecer a ninguém. Essa sub normalidade faz de mim um cretino auto flagelador e um pedaço d’asno perdido de si mesmo. Parti de investida pra cima de textos, como se esses textos fossem quixotescos moínhos do mal a serem eliminados. Neste momento, releio, ruborizado, esses versinhos primários do post anterior, com os quais pretendi dizer à minha mais-que-tudo, que estou precisado dela para segurar as pontas por aqui…

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