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Archive for Janeiro, 2012

Rainy day


Steady rain, sun doesn’t shine

I think of her, this love of mine…

then I raise my face up to the sky

drinking in the rain and asking why…

…I miss her so much yet I feel fine

as I think of her, this love of mine

Time’s passing by, faster than the mind,

while I think of her, this love of mine…

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O violino de Sarah Chang em volume pouco recomendável contribuiu para diminuir o stress inerente à condução numa rodovia extremamente insegura, sob chuva torrencial implacável e com surpreendente trânsito de grandes caminhões para uma tão tempestiva manhã de domingo. Afortunadamente e apesar das constantes aquaplagens, eis-me chegado a salvo à minha redoma de vidro com vista para as hoje cinzentas e vazias praias desta assim dita capital brasileira do petroleo.

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Foto por VanOr

Em razão de uma reunião de trabalho na Barra da Tijuca na sexta, acabei decidindo ficar em Niteroi para realizar algumas tarefas domésticas pouco do meu agrado e jeito, mas necessárias. Aproveitei para conversar com a minha talentosa amiga Vanessa Ornella, que disparou uma cadeia de mensagens convocatórias que resultaram em um encontro como havia alguns anos não conseguíamos realizar. Tenho imenso orgulho por merecer a amizade deste pequeno grupo de pessoas de várias profissões, todos ligados pelo interesse comum pela literatura, jornalismo, fotografia e artes, felinos e bichos em geral, além, é claro, de tecnologia, dos computadores aos mais up-to-date Smart Phones, I Pads, etc.. Afinal, toda esta amizade nasceu no seio do Blog da nossa querida Cora Rónai, cujas colunas eu sigo fielmente desde o início da página “Info, Etc.” no jornal O Globo em 1991!

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Sem graça

Nada pode piorar o que de pior tem o meu pequenino mundo, que um subito acesso de acheza de que, não mais que de repente, escrevi alguma coisa engraçada. O desastre é certo e a eliminação fatal como o destino. Se não for eu próprio a censurar-me, alguém aparecerá para o fazer…  Tenho de tomar umas aulas com a minha amiga VanOr e aprender a escrever, sem culpa, textos bem humorados .

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Movendo-me silenciosamente e com cautela, vou me familiarizando pelos labirintos do wordpress durante um ou outro cofee break e na hora de almoço, porque, na redoma que aluguei em Macaé, pelo menos de momento, não disponho de sistema de internet para chamar de meu. Uso o smartphone da firma como modem para as minhas incursões noturnas, mas isso está muito longe de ser uma solução a não ser para baixar o correio eletrônico e pouco mais.

Adorei duas frases na “báia” de um colega:

 

“Never argue with idiots;

They drag you down to their level, then beat you with experience!”

 

Teamwork means… never having to take all the blame yourself”

 

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Monday, monday…

Confesso que foi segunda feira demais pro meu gosto e eu estou sem estrutura sobrando para enfrentar as coisas que afinal, são parte integrante do jogo diário. Acabei amargo como um chocolate de 85% e nem o DVD do Eric Clapton rodando na velha TV de 20″ que eu trouxe para acabar a vida em Macaé city, mostra-se capaz de me melhorar o humor de cão. “Leave me alone”, diz Eric soltando a voz! Não poderia ser mais desintonizado com a minha solidão e vontade de ter a companheirinha de volta. Tentei acertar a cabeça e fazer o set up completo do novo velho blog na nova casa, sem sucesso. Desisto e saio desta segunda feira com muito prazer. Deixo um poema que fala em farpas, mas também em prosseguir, que é, no fim de tudo, tudo o que mais quero, amargo ou não…

Prosseguir

As farpas da vida que me feriram a alma

a alma que tenho as sente não mais…

De tais feridas nem mais tenho trauma

se traumas sofri nem me restam os ais…

Se meu corpo é frágil, minha alma ainda não

e se a alma tem força e me faz persistir,

caminho os meus caminhos e sem desistir,

prossigo em compasso com o meu coração…

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Hello world!

Seguindo tendências e recomendações, decidi-me a fazer uma mudança em regra para casa nova com mural novo, onde pretendo continuar a afixar as mukandas que escrevo

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Back in Time

Tenho uma crença pessoal de que a complexidade e radical esforço físico de dança que vejo e tanto admiro no superlativo trabalho de West Side Story, jamais se repetiu em nenhuma outra criação de operetas, óperas-rock e similares. Cinquenta anos depois, o musical preserva toda aquela carga dramática em cada figura e movimento sincronizado das coreografias que contam por si só a história escrita por Laurentis! A musica de Bernestein ocupa-me a alma por inteiro, interrompe-me a respiração e deixa-me os olhos em atroz ardência. West Side Story é um Romeo e Julieta de extremada dinâmica num piso melódico de extraordinária contundência e genialidade. A ternura de “Maria” a alegria de “Tonight”, a esperaça de “A Place for us…”, permanecerão comigo pelos próximos dias, para me arrastarem a rever, over and over again!

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Solitude

                                                                         Foto por Nelsinho

Algum tipo de alegre componente seria, de ordinário, a escolha certa como reação requerida contra a solitude que me esmaga, neste cubículo envidraçado e tão friamente quente. Mas, bluer than the blues, preferi deixar fluir a envolvência e afago  da voz e piano de Norah, que abriu caminho para em seguida, a divina Cesária embalar-me com suas mais belas mornas.

Ocorreu-me que quando a Cesária nos deixou, escrevi uma pequena homenagem dentro do espaço de comentários do blog da querida Cora Rónai, evocando a era em que tomei meu primeiro contato com os cantares de Cabo Verde. Atrevo-me a deixar o mesmo texto neste post:

“À sombra das frondosas árvores e palmeiras do jardim em frente ao mercado municipal, um grupo de caboverdianos posicionou-se estrategicamente em frente ao “Quiosque do Espírito Santo”, restaurante-esplanada de odores e sabores inesquecíveis. Eram homens magros, vestiam trajes de linho branco amarrotado e todos usavam chapéus claros. Tinham como instrumentos dois violões, uma rabeca, um cavaquinho e um clarinete. O cantor aparentava ser o mais velho do grupo. Começaram com uma alegre Koladera que atraíu imediatamente a atenção dos frequentadores da esplanada e muitos passantes, entre os quais eu me encontrava. Depois, e durante cerca de uma hora, os corações vulneráveis foram atravessados pela torrente de suave fluxo daquela singela melodia, do cantar triste em dizeres crioulos de amor e saudade, dramatizado pelo lamento da rabeca. Pela voz e instrumentos dessa manhã, as notas de “Xandinha” instalaram-se na minha memória de forma indelével e fizeram de mim um apaixonado pelas mornas de Cabo Verde. Eu completara 16 e a Cesária, com 19 lá no seu Mindelo, nem sonhava que tomaria o planeta com seu cantar..”.

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                                         Fotos por Nelsinho
Hoje, nos outonos da minha vida, eu acho que o pior lugar para se enfrentar um dia de sol inclemente é a praia.Mas, é claro, nem sempre foi assim e eu era dos que adorava estorricar ao sol estendido nas areias de mágicas praias africanas. Como tenho pele branca-morena, primeiro ficava vermelho e depois escurecia e ficava com look mestiço. Nos tempos atuais, eu prefiro uma sombrinha e água fresca.
Nesta manhã de domingo, só, ou melhor dizendo, muito mal acompanhado de mim próprio, coloquei a mochila fotográfica ao ombro e saí caminhando pelo calçadão  da praia de Cavaleiros em Macaé. Tirei muitas fotos, embora ache que fotos paisagísticas de praia são, pelo menos a meu ver,muito monótonas. Os closes que eventualmente “roubei” usando apotência do zoom, nunca me atreveria a mostrar no Flickr por exemplo.
Pouco à vontade e até receoso pela minha segurança, escalei um posto de observação de bombeiro salva-vidas que, ajulgar pelo abandono e estado lastimoso da estrutura metálica, estaria com toda a certeza fora de uso. Engano meu, porque imediatamente surgiu do nada um musculoso garotão envergando sua camiseta rubra-de-fogo que, com voz de trovão,bradou: “Ó camarada! Desça já daí!”. Obedeci e desfiz-me em desculpas, enquanto explicava as minhas errôneas suposições. O rapaz reduziu ovolume e, enquanto me autorizava a subir para fazer as minhas fotos,  confidenciou-me sua lástima pelo miserável estado da sua infraestrutura de trabalho, coisa intolerável na”Cidade-Capital-do-Petróleo”!
Infelizmente, caro soldado-do-fogo, a riqueza das mais produtivas autarquias só pode ser visualizada na riqueza privada dos seus autarcas.

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Encalhes

A crônica abaixo, escrita e publicada em 2010, serviu para relembrar o curto sufoco por que passei em um supply boat no mar da china. Com isso, procuro situar-me na experiência terrífica e bastante traumatizante que deve ser virar inesperadamente naufrago enquanto passageiro de um dos maiores e mais luxuosos cruzeiros do mundo! Agora, ficarei curiosamente vasculhando todos os  documentos que serão gerados pelas várias comissões, para saber como tal coisa foi possivel. Refiro-me aos eventos que levaram ao afundamento do navio, não ao encalhe em si, aparente resultado de erro de navegação.


“Não há mal que não acabe nem bem que sempre dure. Assim foi com as duas sessões de provas de mar, que tiveram seu término de forma inesperada, porque  o navio continuou fora das águas singapuranas esperando um espaço no ancoradouro próprio para unidades ainda em trabalhos de construção ou serviços. Desembarquei no meio de uma madrugada quente e escura como o breu, a bordo de um “Mini Supply Boat” com lugar para nem metade das treze almas se sentarem com algum conforto. Acabei estirado no chão, na frustrada e sofrida esperança de que o peso do sono e do cansaço superasse a tortura do barulho e da vibração do piso de metal que me servia de leito. Mal eram surgidos os primeiros sinais de alvor, a embarcação inclinou-se violentamente para bombordo, enquanto um surdo barulho percorria o fundo do lado oposto! Dei por mim observando ansiosamente através da escotilha da sala de máquinas, no que fui seguido por outros: Não! Não havia água aberta no casco! Ufa e viva! Não iria desta vez molhar os pés e perder computadores, câmeras, etc.!… Como a propulsão de BE ficou nos escolhos, prosseguimos com a de BB a baixa velocidade. Chegamos à grande e moderna estação maritima mais de 10 horas depois da descida da escada de portaló do navio. Arrazado, esperei pacientemente na longa fila da emigração, consolando-me por não estar nos sapatos do pilotaço que levou a embarcação para cima dos baixios.”



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